2006-12-19

Palavras

Demasiadas palavras são ditas,
e por isso, abandonam o seu significado.
Não são ouvidas,
perdem-se e querem ser caladas.
Outras tantas ficam por dizer.
Não são entendidas...
Perdem-se e querem ser faladas...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Dizes-me: “Não te percas em medos e receios
Que eu prevaleço tímida e reclusa a teu lado”.
Perdida na invalidez da noite, que se move embalando
O nosso choro compulsivo de almas brancas que nada sabem…
Sabem o que é não o saber…O não saber!
Racho nos céus perfeitos, luares que te iluminam o ventre
E deploro cânticos no teu olhar que se esbanje eterno para mim…
Tal como as tuas falsas promessas destes meus dias…
Destes meus dias menos maus.
Fútil seria também se todas elas fossem cumpridas e não houvesse espaço
Para erros, pecados, arrependimento, enfim...
Tudo o que pudesse gerar conflitos de dores ingénuas e fracas…
Lágrimas pois sim!
Alivia-me o facto de (contraditoriamente) a dor fazer parte do meu passado
Pois, no presente, sei lidar instintivamente com ela e futuramente,
Domá-la-ei sem suor no refúgio do teu abraço.
Choras porém, choras amável no embaraço dos sonhos e das lágrimas
Que te fogem da face repentinas, como o desistir de um sorriso
Enlouquecido pelas arestas do tempo que tudo leva
Sem ressentimento ou compaixão.
Será ele ídolo da morte?
Não. A morte chora.

terça dez. 26, 04:21:00 p.m. WET  
Anonymous Anónimo said...

Mentiras,
Embaraços,
Sensações momentâneas...
Tudo para que?
Para te dizer que afinal eu não sou eu e tu não és tu!!
Dor, sofrimento, perda...
Ilusão talvez!
Erro,
Culpa,
Fraqueza
De quem?
De ninguem...
Dizem que tinha de ser assim...
Porque sim!

Ti

terça jan. 02, 01:00:00 a.m. WET  

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